segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Resenha: Cem anos de solidão



Título original: Cien años de soledad
Autor: Gabriel García Márquez
Ano: 1967
Editora: Real Academia Española
Páginas: 609 p.
Publicação: 2007
ISBN: 9788420471839
Idioma original: Espanhol
Título em português: Cem anos de solidão




Sinopse:
Neste, que é um dos maiores clássicos de Gabriel García Márquez, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía - a estirpe de solitários para a qual não será dada 'uma segunda oportunidade sobre a terra' e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Para além dos artifícios técnicos e das influências literárias que transbordam do livro, ainda vemos em suas páginas o que por muitos é considerado uma autêntica enciclopédia do imaginário, num estilo que consagrou o colombiano como um dos maiores autores do século XX.


Para meu primeiro livro em espanhol do desafio todo mês ler um livro em espanhol, o escolhido foi Cem anos de solidão. Porque escolhi este? Simplesmente porque este é o segundo livro de um autor de língua espanhola mais famoso e importante no mundo (Don Quijote de la Mancha do espanhol Miguel de Cervantes é o mais famoso) e Cem anos de solidão rendeu ao Gabriel García Márquez o Prêmio Nobel de Literatura em 1982. E já adianto que a escolha foi mais que certa.

O livro a primeira vista parece grande (mais de 600 páginas), mas ele te envolve e você se vê fazendo parte da cidade e da família. Claro, ele é cheio de narrativas descritivas e psicológicas o que cansa um pouco, mas isso é essencial para conhecermos os personagens que são muitos.

A estória conta a história da família Buendía e a fundação do fictício vilarejo Macondo. José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán são primos e se casam mesmo sendo advertidos pela família que casamento entre primos nasciam crianças com rabo de porco. Após um acontecimento na vila onde os dois viviam devido a essa crença, os dois e mais algumas pessoas abandonam a vila e caminham mais de 26 meses até fundarem Macondo. O casal tem dois filhos José Arcadio e Aureliano, uma filha Amaranta e adotam Rebeca.

José Arcadio Buendía é um homem sonhador, apreciador de “invenções tecnológicas” e um tanto louco.  Úrsula Iguarán é um mulher forte, determinada, uma verdadeira matriarca das famílias antigas e viveu mais de 100 anos. O filho mais velho José Arcadio é um homem trabalhador, social e extravagante enquanto Aureliano é introvertido, filosófico e sonhador. Os nomes dos dois vão se repetindo nas gerações seguintes mantendo sempre as características de seus nomes, todos os Aurelianos são apreciadores dos estudos e todos os Josés Arcadios são impulsivos. Os nomes das mulheres da família também se repetem mais não carregam as suas características. No começo essa repetição de nomes confunde um pouco, mas depois você já é parte da família e sabe muito bem quem é quem.

Melquíades um cigano amigo do patriarca da família é um personagem secundário e aparte da família, porém exerce um papel importante na trama, sela o destino da família Buendía em seus pergaminhos.

Com seus personagens e seus descendentes vemos o apogeu e a declinação de Macondo assim como o destino de seus personagens e acontecimentos fantasiosos que ocorrem. O livro pertence ao gênero realismo fantástico ou realismo mágico então temos várias acontecimentos fora da realidade, pessoas conversam com fantasmas, sobem ao céu, retornam da morte, pegam uma doença que não as deixam dormir e tudo isso é normal (faz parte da realidade dos personagens).

Não só de estórias fantasiosas vivem os personagens, Gabriel nos relata acontecimentos históricos ocorridos na Colômbia, como a guerra civil entre os partidos políticos, instalação da companhia bananeira americana e o extermínio dos trabalhadores (conhecido como La masacre de las bananeras).
Como o próprio título sugere não é um livro alegre, com happy end, mas também não é uma leitura carregada, triste, posso dizer que é envolvente. Já sabemos o fim mesmo assim queremos saber o que vai acontecer com cada um dos personagens que aparecem na história.

Muitas pessoas vão discordar do que vou escrever agora, mas vamos lá... Eu achei que o autor cansou de escrever o livro e resolveu acabar logo com o livro. No último capítulo acontecem tantas coisas, tudo é corrido ao contrário do que estava acontecendo com o restante do livro, antes tínhamos capítulos enormes para contar um simples acontecimento e no final é tudo jogado em uma ou duas páginas, novo acontecimento mais umas duas ou três páginas e assim até o último ocorrido e pronto o livro termina. Mesmo assim não tira a perfeição do livro, vale muito a pena ler Cem anos de solidão. Só lendo mesmo para entender porque é o livro mais traduzido em diversos idiomas. Super recomendo a leitura.



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