sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Resenha: O velho e o mar




Título original: The old man and the sea
Autor: Ernest Hemingway
Ano: 1952
Editora: Collier Books
Páginas: 127 p.
Publicação: 1987
ISBN: 0020519109 (ISBN13: 9780020519102)
Idioma original: Inglês
Título em português: O velho e o mar





Sinopse:
Depois de anos na profissão, havia 84 dias que o velho pescador Santiago não apanhava um único peixe. Por isso já diziam se tratar de um salão, ou seja, um azarento da pior espécie. Mas ele possui coragem, acredita em si mesmo, e parte sozinho para alto-mar, munido da certeza de que, desta vez, será bem-sucedido no seu trabalho. Esta é a história de um homem que convive com a solidão, com seus sonhos e pensamentos, sua luta pela sobrevivência e a inabalável confiança na vida.


Vamos ao que interessa...


“Contém spoiler”




Resenhar The old man and the sea e não fazer spoiler impossível. É um resumo-resenha com spoiler

Ernest Hemingway escreveu The old man and the sea em 1951, quando vivia em Cuba. O romance foi publicado em 1952 e em 1953 ganhou o prêmio Pulitzer de melhor literatura.

Este foi o primeiro livro do autor que li, já tinha ouvido falar bastante do Hemingway e sobre a obra dele.  Para o mês de dezembro de 205 escolhi este que é considerado como um dos melhores livros (se não for o melhor) do Hemingway para o meu projeto de ler um livro em inglês a cada mês.

Quando comecei a ler, pensei sério que este é um dos melhores livros dele. O livro é pequeno e curto. Mas logo esta primeira impressão se desfez. O livro traz um enredo simples, de escrita fácil e sem grandes complicações, mas que te envolve.



Santiago é um velho pescador que está há 84 dias sem pescar sequer um peixinho, é considerado o maior azarão da vila. Ele tinha um companheiro de pescaria, o garoto Manolín, mas depois de 40 dias sem pescar nada, os pais obrigam Manolín a deixar o barco do velho e ir pescar em outro barco tido como o sortudo.

O livro é escrito em terceira pessoa e narra a vida do pescador Santiago e sua relação com o garoto Manolín, os demais pescadores e principalmente com ele próprio.

Foi o velho que ensinou Manolín a pescar quando este era criança e os dois desenvolveram uma relação como de pai e filho. Mesmo sendo obrigado a abandonar Santiago, o garoto se preocupa e quer ajudar o velho pescador.

No fim do 84º dia, Manolín ajuda o velho pescador a levar os equipamentos de pescaria para sua casa e diz que amanhã lhe dará umas iscas muito boas. O velho pescador garante ao garoto que amanhã será o dia que ele pegará um peixe grande. É muito bonita a relação entre os dois, de carinho, preocupação e afeição.

No outro dia o garoto ajuda o velho pescador a carregar a canoa e o velho sai para pescar, confiante como sempre que este será o dia de sorte dele. Resolve então ir pescar em um lugar que os barcos não costumam ir. Por volta do meio-dia ele vê um peixe grande circulando a isca. Hoje será o dia de sorte! De repente o peixe morde a isca e o velho começa sua árdua tarefa de pesca-lo. O peixe é maior do que ele imaginava, é o maior peixe que ele já pescou. Ele sabe disso mesmo não vendo o peixe, pois ele pesca em águas profundas.

O peixe começa a levar a canoa para alto-mar e o velho dá mais linha esperando que o peixe se canse e ele consiga pesca-lo. O peixe resiste, levando-o em direção contrária a Cuba na Corrente do Golfo, assim a luta entre os dois inicia. O sol se põe e a espera continua noite adentro. O velho pescador não pode relaxar porque é o dever dele matar o peixe, ele é um pescador. O dia clareia e o peixe continua resistindo. Mas o velho pescador não desistiu, mesmo com os ombros ardendo pelo sol e as mãos machucadas pela linha de pesca, ele irá pescar o maior peixe que ele já pescou.

Inicia aquela angústia, será que o velho pescador vai conseguir fisga-lo ou será que o peixe vai sair vitorioso. E a cada palavra mais se quer chegar ao fim do livro, não porque este não é bom, mas para saber a conclusão do evento.

Novo dia amanhece e batalha entre o velho pescador e o peixe continua. Assim se passa mais um dia e mais uma noite. No terceiro dia, o velho pescador sai vitorioso, ele não só quebrou a maré de azar como pescou o maior peixe de todos. Mas agora ele se vê em outra batalha. O peixe é grande e a canoa pequena, então ele amarra o peixe todo ensanguentado ao lado da canoa e faz o caminho contrário para encontrar as luzes de Havana.

De imediato se pensa, isso não vai dar certo. Claro que não dá certo.

O cheiro de sangue do peixe chama atenção dos tubarões e estes iniciam ataques para pegar o peixe. Um dos tubarões morde um pedaço do peixe e o velho pescador o mata com seu arpão, mas este afunda levando o arpão e deixando o velho pescador somente com uma faca para proteger sua pesca. Mais tubarões aparecem e o velho mata vários deles até sua faca quebrar. Mas agora não importa mais, pois o peixe já estava destruído. E agora só resta volta para sua vila em Cuba.

O velho pescador retorna com a carcaça do maior peixe que já foi pescado e se torna uma lenda na vila. E o garoto volta a pescar com ele.

Especialistas dizem que o livro apresenta várias metáforas, eu também acho. Mas para mim o que ficou marcado foi a persistência, a crença, a superação psicologia e física de conseguir o seu objetivo se isto for a prioridade em sua vida.

Eu gostei do livro e recomendo a leitura. Se puderem leem a versão original em inglês, eu não li a versão traduzida, mas pelo que sei algumas estragaram a estória. O inglês do livro é bem fácil, sem frases rebuscadas.



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