quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Resenha: Testemunha de acusação e outras histórias

Título Original: The witness for the prosecution and other stories
Autor: Agatha Christie
Ano: 1948
Editora: Dell
Páginas: 192 p.
Publicação: 1972
ISBN: 9788525431660
Idioma Original: inglês
Título em português: Testemunha de acusação e outras histórias




The witness for the prosecution and other stories é um livro de contos, todos bem curtos e cheios de mistérios. O conto que dá nome ao livro foi publicado pela primeira vez em 1932, no livro de contos The Hound of Death and Other Stories. Adaptado para o teatro em 1953 e mais tarde em 1957 em filme. Um dos melhores contos da Agatha Christie.

Os demais contos são todos no estilo policial, mistério e crime da rainha do crime. Apesar dos contos terem o mesmo tema, nenhum deles é similar ao outro.

Eu li o livro em inglês, vou colocar os títulos dos contos em inglês e entre parênteses os prováveis títulos em português (eu procurei na internet as traduções).

The witness for the prosecution (Testemunha de acusação): Leonard Vole está sendo julgado pelo assassinato da Emily French, uma senhora rica que deixou toda a sua herança para ele.  Ele se diz inocente e contrata Mr. Mayherne um ótimo advogado, mas tudo toma um rumo diferente quando a esposa dele, Romaine, se apresenta como testemunha de acusação. No final há uma grande surpresa e mostra como a autora é incrível. Nota 5/5

No – there’s almost too much evidence against him. I don’t believe this woman. She was trumping up the whole story. But she’ll never bring it into court.

The red Signal (O sinal vermelho): Também publicado pela primeira vez no livro The Hound of Death and Other Stories. Um grupo de velhos amigos são convidados para jantar pelo casal Jack e Claire Trent, entre eles estão Mrs. Violet Eversleigh, Sir Alington que é um especialista em doenças mentais e seu sobrinho Dermot West, que diz ter um sexto sentido aguçado. Algo faz com que Dermot tenha uma sensação de perigo que mais tarde se mostra verídica. Nota 3/5

“One of you three. I shouldn’t go home if I were him. Danger! Blood! Not very much blood – quite enough. No, don’t go home”

The Fourth Man (O quarto homem): Também publicado pela primeira vez no livro The Hound of Death and Other Stories. Três homens estão viajando de trem e começam a conversar sobre doenças mentais e dupla personalidade. Até que um quarto homem que compartilhava a cabine com eles, entra na conversa para relatar um caso famoso de uma moça com várias personalidades. Nota 4/5

“She had no less than four distinct personalities. They were known as Felice One, Felice Two, Felice Three, etc.

S.O.S. (S.O.S): Também publicado pela primeira vez no livro The Hound of Death and Other Stories. O carro de Mortimer Cleveland quebra e ele procura ajuda em uma cabana isolada no meio do nada. Lá é recebido pela família Dinsmead, composta pelo pai, mãe, filho e duas filhas, todos adultos. Mortimer passa a noite na cabana com a família e logo que chega sente um ar estranho na casa, algo sobrenatural com os membros da família. Para comprovar mais ainda seus sentidos, ele encontra a palavra SOS escrito na poeira do quarto em que ele dorme. Adorei este conto, tudo indicava que seria uma historia sobrenatural, mas que na verdade mostra a maldade e mesquinharia do ser humano mesmo. Nota 5/5

S.O.S. A call for help. But whose finger had written it in the dust? Magdalen’s or Charlotte’s?

Where There's a Will (Rádio): Também publicado pela primeira vez no livro The Hound of Death and Other Stories. Um rapaz jovem mora com a sua tia Mrs. Harter. Uma velha senhora, rica e um tanto mandona, mas seu sobrinho Charles Ridgeway obedece à tia sem reclamar. Como a historia anterior, parece ser um conto sobrenatural e no final revela a ganância do ser humano. Nota 4/5

“Mary – can you hear me, Mary? It is Patrick speaking. … I am coming for you soon. You will be ready, won’t you, Mary?”

The Mystery of the Blue Jar (O mistério do jarro azul): Também publicado pela primeira vez no livro The Hound of Death and Other Stories. Perfeita a história, outro conto que surpreende no final. Jack Hartington tem uma rotina, todas as manhãs, à mesma hora está no mesmo lugar no campo de golfe. Tudo ia bem até que ele começa ouvir um grito pedindo socorro de uma casa próxima ao campo. A residente da casa, a jovem Felise Marchaund que vive lá com o pai doente diz que não ouve nada. Jack então procura ajuda de um médico psíquico, acreditando estar louco. Após algumas investigações e a Miss Marchaund dizer que realmente algumas coisas estranhas estão acontecendo na casa, temos a impressão de ser algo sobrenatural e mais uma vez os mistérios não passam de humanos criminosos. Nota 5/5

If I hear the damned thing again at twenty-five minutes past seven, he said to himself, it’s clear that I’ve got hold of a hallucination of some sort. But I won’t hear it.

Philomel Cottage (A cabana Philomel): Publicado pela primeira vez no livro The Listerdale Mystery em 1934. Alix Martin é recém-casada, ela e o marido se conheceram há pouco tempo. Apaixonaram-se e casaram. Compraram uma cabana no interior e estão começando a vida de casados e felizes. Mas um sonho está perturbando Alix, nele o antigo namorado de Alix assassina o marido, e no final ela agradece ao assassino. Ela tenta se ocupar e esquecer os sonhos, mas ocorrem acontecimentos que deixam Alix ainda mais confusa. Outro conto maravilhoso. Nota 5/5

“The man’s a perfect stranger to you. You know nothing about him.”
“I know that I love him.”

Accident (Acidente): Também publicado pela primeira vez no livro The Listerdale Mystery. Inspector Evans está aposentado vivendo em uma casa de campo, ótimo lugar para relaxar e passar o tempo. Mas tudo isso muda, quando ele reencontra uma mulher, a Mrs. Merrowdene, e a reconhece. Ela foi julgada e absolvida de assassinar o marido dela, mas o Inspector Evans tem certeza de que ela é culpada e pretende assassinar seu atual marido. Mesmo com seu amigo, Captain Haydock, advertindo-o para deixar o passado no passado, Evans quer deixar claro para a mulher que sabe o que ela fez e que talvez pretenda fazer de novo. Na verdade achei este conto um pouco confuso, não gostei muito dele. Nota 2/5

“And I tell you this – it’s the same woman – not a doubt of it!” Captain Haydock looked into the eager vehement face to his friend and sigh. He wished Evans would not be so positive and so jubilant. In the course of a career spent at sea, the old sea captain had learned to leave things that did not concern him well done.

The Second Gong (A segunda batida do congo): Publicado pela primeira vez nesta coletânea The witness for the prosecution and other stories em 1948. Este conto traz o famoso detetive Belga das histórias da Agatha Christie, Hercule Poirot. Não me encantou a história, ela é interessante, mas nada a mais. É o conto que mais se aproxima das histórias policiais da Agatha Christie. Poirot é convidado pelo dono e último herdeiro da residência Lytcham Close, uma das mais importantes da Inglaterra. Hubert Lyrcham Close é um homem com manias estranhas, tipo o jantar é servido cronometrado pelo segundo gongo. Atrasou, ficou sem janta! kkkkk. Assim quando Mr. Hubert não aparece para o jantar todos se assustam e ao procura-lo o encontram morto em seu escritório. A partir daí, todos são suspeitos e Poirot mostra sua habilidade para encontrar o assassino. Nota 3/5

“It is not necessary to tell me that, M. Poirot. Your name is, by now, a household world.”

Os contos são curtos, mas cheios de conteúdos. Alguns deles me prenderam do começo ao fim e adorei aqueles que seguiam por um caminho e de repente mudam tudo. Adoro surpresas no final!!!


No geral gostei bastante do livro.



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