sábado, 26 de março de 2016

Resenha: Assassinato no Expresso Oriente

Título Original: Murder on the Orient Express
Autor: Agatha Christie
Ano de Publicação: 1934
Editora: HarperCollinsPublishers
Páginas: 274p.
Ano de Edição: 2015
ISBN: 9780007119318
Idioma Original: Inglês
Título em português: Assassinato no Expresso Oriente




Sinopse:

É perto da meia-noite quando a neve acumulada sobre os trilhos interrompe a jornada do Expresso Oriente, o mais famoso e luxuoso trem de passageiros do mundo, que liga a Ásia à Europa. A bordo, milionários, aristocratas, empregados - e um assassino. Porém, no mesmo vagão encontra-se ninguém menos que Hercule Poirot. Caberá ao meticuloso detetive investigar todos os passageiros e descobrir a identidade do ousado criminoso.


Dando continuidade as minhas leituras dos livros da Agatha Christie, desta vez foi Assassinato no Expresso Oriente que é um dos melhores livros da autora, considerado como um clássico policial. Já teve quatro adaptações cinematográficas, a primeira em 1974, um filme britânico considerado como a melhor adaptação dos livros da Agatha. Em 2001 a CBS lançou a versão para televisão e em 2010 foi novamente adaptado para o cinema. E em 2015 teve uma adaptação japonesa exibida pela Fuji Television. Se tudo der certo, teremos ainda mais uma adaptação em 2017 pela 20th Century Fox.

Vamos à história do livro! Hercule Poirot está voltando da Síria para Londres, quando chega à Turquia recebe um telegrama pedindo que retorne o mais rápido possível para Londres. Imediatamente pede para o recepcionista do hotel comprar uma passagem no primeiro trem com destino a Europa.  Ao contrário do esperado para este época do ano, o trem está lotado. Como a rede social do Poirot é maior que de qualquer um do facebook, ele encontra seu amigo M. Bouc, um belga, diretor da Companhia Internacional dos Trens, e como um passageiro não chega a tempo para embarcar, Hercule Poirot ocupa seu lugar na segunda classe. No outro dia, M. Bouc cede sua cabine na primeira classe para Poirot.



A grande diversidade de nacionalidades no trem impressiona nosso querido detetive belga que observa tudo e a todos, mostrando o costume, modo de falar, de se comportar e de se vestir de acordo com os estereótipos criados de acordo com cada nacionalidade. O que dá um tom cômico e sarcástico na história, temos os americanos, a senhora americana, jovem britânica, coronel britânico, a princesa russa, diplomáticos Húngaros, alemã, sueca, italiano, francês e belga. Um vagão completamente cosmopolita!

No segundo dia Poirot é abordado por um velho americano arrogante M. Ratchett querendo contratá-lo, pois acredita que está correndo risco de vida. Poirot não aceita, algo no jeito do americano faz com que ele sinta uma repulsa do velho.

Depois de uma noite mal dormida por conta dos barulhos e interrupções que Poirot ouve boa parte da noite, ele acorda e fica sabendo que devido a uma nevasca muito forte o trem está parado na Iugoslávia esperando o tempo melhorar para dar continuidade à viagem, além disso, M. Ratchett é encontrado morte em sua cabine trancada por dentro com 12 facadas.

A pedido do diretor M. Bouc, Poirot dá inicio as investigações para descobrir o assassino antes da polícia Iugoslava chegar ao trem. Logo se descobre que M. Ratchett é na verdade Cassetti, um sequestrador de um famoso caso de sequestro nos Estados Unidos, o caso Armstrong em que houve o sequestrou de uma menina pequena que resultou na morte dela, mesmo os pais pagando a quantia alta exigido no resgate. Um crime que abalou a sociedade americana e destruiu a família Armstrong.

O livro é dividido em três partes, a primeira dela nos apresenta os fatos, a segunda as evidências através dos depoimentos dos passageiros e a terceira parte as conclusões de Poirot e a resolução do caso. Achei muito boa essa divisão, nos dá uma sensação de acompanhar um caso, a narrativa é em terceira pessoa, mas o narrador só comenta as ações e o que os personagens falam, ele fica totalmente de fora da história e da cabeça dos personagens, não tem especulação além das aquelas que Poirot nos conta.

Apesar da enorme quantidade de informações e personagens a leitura flui e em nenhum momento fica cansativa. Tem um mapa da disposição das cabines o que ajuda o leitor se localizar na descrição dos eventos e ocorrências na noite do assassinato.


Uma trama bem formulada com várias reviravoltas e um final até que surpreendente. Bem na verdade, eu descobri o final antes de Poirot embarcar no trem, enquanto ele estava resolvendo a questão da passagem, disse para mim mesma, só falta ser este “o final”. Claro que depois mudei de opinião e tentei descobrir a identidade do assassino, mas depois de tantas coincidências voltei para minha primeira ideia e eu estava certa. O que tirou um pouco da surpresa que adoro nos livros da Agatha.


Super recomendo este livro.




Um comentário:

  1. Olá! Tudo bom?
    Posso confessar, envergonhado, que nunca li um livro sequer da autora?
    Pois é... Triste isso! Mas pra começar quero ler "E não sobrou nenhum", em seguida "O assassinato no expresso..." POr sinal adorei sua leitura do livro e só me trouxe mais empolgação.

    B-jão.
    Diego, Blog Vida & Letras
    www.blogvidaeletras.blogspot.com

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