sexta-feira, 15 de abril de 2016

Resenha: Assassinato no Campo de Golfe

Título Original: The Murder on the Links
Autor: Agatha Christie
Ano de Publicação: 1923
Editora: HarperCollins Publishers
Páginas: 319p.
Ano de Edição: 2001
ISBN: 9780007119288
Idioma Original: Inglês
Título em português: Assassinato no Campo de Golfe



Sinopse:
Uma carta de um desconhecido, com um pedido de socorro, leva o detetive belga Hercule Poirot e seu ajudante Hastings à França, em busca de respostas para uma série de perguntas. Qual seria a relação entre os dois assassinatos cometidos com um intervalo de mais de 20 anos? Qual a ligação entre a mulher de um misterioso milionário e sua amante? Qual a conexão entre um fio de cabelo, uma espátula ensanguentada, um cano de chumbo e um campo de golfe? Poirot embarca nesta aventura repleta de suspense, lindas jovens e amores frustrados, e ainda precisa enfrentar seu melhor amigo, apaixonado pela mulher que pode ser uma perigosa assassina.


“Arrange your ideas. Be methodical. Be orderly. There is the secret of success.”

Assassinato no Campo de Golfe é o segundo livro da Agatha Christie que nosso brilhante detetive belga aparece o primeiro foi “O Misterioso Caso de Styles”. Ele não é considerado o melhor livro dela, mas mesmo assim a história é maravilhosa, bem amarrada e surpreendente.

“The true work, it is done from within. The little grey cells - remember always the little grey cells, mon ami.”

Nele Poirot recebe uma carta de um milionário franco-canadense M. Renauld que fez fortuna na América do Sul, mais precisamente no Chile e que agora vive na França. Na carta, o milionário diz que corre risco de vida devido a um segredo e pede para Poirot ir a casa dele o mais rápido possível.

Poirot e o Capitão Hastings, que o acompanha nessa aventura também, embarcam imediatamente para a França com destino a cidade de Merlinville, onde M. Renauld vive na Villa Geneviève. Ao chegar lá, eles descobrem que M. Renauld fora assassinado de madrugada e o corpo encontrado no campo de golfe perto da casa dele.


Mrs. Renauld alega que dois homens chilenos entraram no quarto deles perguntando por um tal de segredo ao marido dela, este disse que os levaria até o segredo, assim os criminosos amarraram os pulsos dela e saíram com o marido pela janela.

Nenhuma das empregadas ouviu nada, o motorista estava de férias e o filho do casal havia embarcado naquela noite no navio com destino a Buenos Aires, deixando a esposa como única testemunha do crime.

A polícia francesa envia o detetive da Sûreté Giraud, um detetive arrogante e que precisa de provas físicas para investigar e descobrir o criminoso, ao contrário de Poirot que usa a psicologia das células cinzentas para resolver o crime.

'He has been here but half an hour, and he already knows everything! What a man! Undoubtedly Giraud is the greatest detective alive today.'

Por convite do Comissário da Polícia, Poirot também participa da investigação do caso sendo acompanhado pelo capitão Hastings. É o capitão que narra a história também, eu gosto quando Hastings é o narrador, eu não me sinto a única tapada que não usa as células cinzentas para desvendar o crime hahahahahah.

A trama é muito bem elaborada, todos parecem ser o suspeito ao mesmo tempo nenhum deles parece ser o criminoso. Nós junto com o Hastings tentamos prestar atenção a todos os detalhes e selecionar qual pista é importante e qual não leva a nada. 

Quando achamos que estávamos no caminho certo, acontece uma reviravolta. Acho que este é o crime com mais reviravoltas do Poirot. E todas essas mudanças de rumo na investigação são bem construídas, tornando todas as possibilidades plausíveis.

“The facts, taken methodically, and in their proper order, admit of only one explanation.”

O único ponto negativo que achei foi o romance na história, nada que atrapalhe a história, só achei muito exagerado.

Por fim, a história é envolvente fazendo que o leitor leia até o desfecho com a revelação do crime por Poirot. A leitura é rápida, leve e fluida. Ótimo livro para relaxar e curtir a rainha do crime. 



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