quinta-feira, 7 de abril de 2016

Resenha: Elevador 16

Título Original: Elevador 16
Autor: Rodrigo de Oliveira
Ano de Publicação: 2014
Editora: Faro Editorial
Páginas: 60p.
Ano de Edição: 2014
ISBN: 9788562409097
Idioma Original: português




 Sinopse:

Estamos em 2017. Cientistas descobrem um planeta vermelho em rota de colisão com a Terra. Depois de muito pânico nos quatro cantos do mundo, os astrônomos asseguram que o planeta passaria a uma distância segura e todos ficam tranquilos acreditando que nada iria acontecer... Mas não podiam estar mais enganados. No dia em que o planeta estaria mais visível a olho nu, enquanto todo o mundo se preparava para observar o fenômeno, um grupo seguia para um compromisso chato: fazer hora extra num sábado, pois todos os projetos estavam muito atrasados. Na hora do almoço, 16 pessoas entram no elevador... mas ele para entre dois andares. As comunicações não funcionam, nem alarmes ou celulares, ninguém aparece para ajudar. E eles não sabem que, em todo o mundo, algo muito estranho aconteceu. Em poucos segundos, 10 pessoas caem num surto coletivo, como que desmaiadas. Entre o desespero e tentativas de busca por ajuda, um deles começa a abrir os olhos. Mas eram olhos vazios, olhos do mal... Este livro conta uma história que ocorre no exato momento em que o nosso mundo se transforma. Traz personagens que vivem o intenso evento cósmico que mudaria a Terra para sempre. 


Encontrei esse livro por acaso, visitando blogs. A capa logo me chamou a atenção e como teria que ler um livro de autor nacional para o desafio Calendário, resolvi sair da minha zona de conforto e lê-lo.

Na verdade essa história é um spin off da séria “As crônicas dos Mortos”. O primeiro livro é o Vale dos Mortos, o segundo A Batalha dos Mortos e terminando com A Senhora dos Mortos. Eu não conheço essa trilogia, mas pelo que pude saber, Elevador 16 acontece ao mesmo tempo em que ocorrem os eventos do primeiro livro, somente com personagens e lugar diferente. E também que precisa ser lido antes do terceiro livro, porque em A Senhora dos Mortos é retomada a história dos personagens deste livro.

“Ninguém sabe ao certo como um zumbi se comporta. Às vezes eles são repetitivos, previsíveis, como mecanismos programados para fazer sempre a mesma coisa, no mesmo horário e do mesmo jeito. Mas eles também podem surpreender com um comportamento completamente inesperado; e, quando isso acontece, o resultado costuma ser catastrófico.”

Em Elevador 16, encontramos Mariana Fernandes uma moça de 24 anos, que está tentando vencer na carreira profissional de analista de testes de uma empresa paulistana de desenvolvimento de sistemas. Mariana ainda mora com os pais, mas está correndo atrás de sua independência. Na vida profissional tudo parece estar caminhando bem, já na vida amorosa, está um caos. Mariana tem um quase-meio-namorado Raul, colega de trabalho. Os dois vivem um relacionamento conturbado, no exato momento eles não estão mais juntos, outra vez. E para piorar tudo, Mariana descobre naquela manhã que está grávida do Raul.

A empresa que Mariana e Raul trabalham está atrasada com a entrega de alguns projetos, por isso pede para todos os funcionários irem trabalhar no sábado, 14 de julho de 2018. Dia em que o Absinto, o Planeta Vermelho, estaria no ponto mais próximo da Terra. Todos os funcionários estão tão ocupados com seus deveres que não estão dando a mínima para o tal evento.

Na hora do almoço a equipe resolve dar um tempo no projeto para que todos almocem. Mariana e as duas amigas, Joana e Mayara, entram no elevador, juntamente com Raul e outras doze pessoas. De repente o elevador para, a energia acaba, os celulares não têm sinal e dez pessoas desmaiam (entre eles Raul e Mayara). Ninguém sabe o que está acontecendo e o medo toma conta das seis pessoas acordadas dentro do elevador.

Quando essas pessoas acordam, os olhos estão brancos, sem vida e elas parecem não ter consciência. A narrativa é em terceira pessoa, achei isso muito bom, porque nos dá uma visão do que realmente está acontecendo, sem ficar centrada no ponto de vista de um só personagem.

A escrita do autor é simples, leve e direta (ponto mais que positivo, odeio encheção de linguiça). No inicio estranhei a linguagem (vocabulário) que os personagens usam. Acho que ao autor queria dar mais veracidade aos personagens mostrando o linguajar que algumas pessoas usam. Eu é que não estou acostumada com livros que usam essa linguagem e acabei estranhando.

Eu não sou fã de história de zumbis (só gosto mesmo de Resident Evil – jogos do PS) mesmo assim gostei bastante do livro. Recomendo o livro principalmente para quem gosta da temática zumbi, com certeza irá gostar deste.

O livro está disponível gratuitamente na Livraria Cultura (onde baixei o meu exemplar), Livraria Saraiva e Amazon


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