quarta-feira, 20 de abril de 2016

Resenha: The Key

Título Original: The Key
Autor: Jennifer Anne Davis
Ano de Publicação: 2014
Editora: Clean Teen Publishing
Páginas: 342p.
Ano de Edição: 2014
ISBN: 9781940534329
Idioma Original: Inglês
Título em português: ****




Sinopse:
Nessas páginas encontramos reinos com castelos e príncipes que se apaixonam por belas donzelas, mas não se enganem? Isto não é um conto de fadas. O império do reino está à beira de um colapso e no centro de tudo isso está uma garota comum que poderia ser a chave para a sua ruína. Quando o príncipe se apaixona por ela, ele terá que fazer uma escolha final, ele vai escolher seu amor por ela ou o reino que ele jurou proteger?


Quando eu vi o tema para o desafio I Dare You #IDAREYOUDL deste mês pensei imediatamente neste livro. Comecei a lê-lo em janeiro, no inicio estava super animada com o livro, a história prometia ser bem interessante. Só nos primeiros capítulos, depois ficou tão desanimador que peguei outros livros e este ficou para trás. Em fevereiro e março sempre que eu abria o app do Kobo eu via o livro e não tinha nenhuma vontade de ler. Como eu não gosto de ficar com leituras pendentes, decidi ou eu iria ler para o tema “abandonado” ou abandonaria para sempre. Consegui e aqui vai a resenha!

The Key é o primeiro livro da trilogia The True Reign, seguido por Red e War, escritos pela escritora americana Jennifer Anne Davis, foi o primeiro livro que li da autora. Não foi publicado aqui no Brasil (pelo menos não achei nada sobre o livro por aqui).

Começa com a invasão ao castelo e morte da família real; no primeiro capítulo acompanhamos Mako um soldado do castelo que tenta desesperadamente proteger a rainha e a princesa Amer que é apenas um bebê. A rainha não sobrevive e Mako foge com a pequena princesa.

Dezessete anos depois conhecemos Rema uma moça alegre, livre e apaixonada por cavalos, ela foi criada e vive com os tios (Kar e Maya). O reino do império está dividido em regiões e as pessoas não são livres para viajar entre uma região e outra, elas são tatuadas na mão com o símbolo da região que nasceu e informações (nome, família, estado civil, entre outras). Rema tem a tatuagem da região Jarko e o nome de Tabitha tatuada na mão, apesar de que todos a chamam de Rema.


Rema quer viajar e conhecer os outros reinos, mas os tios a promete em casamento para Bren, seu amigo de infância. Ela foge para a floresta, a qual ela conhece muito bem, nessa andança ela encontra o príncipe Darmik, filho do rei Barjon e irmão do príncipe coroado Lennek.

No segundo encontro deles, príncipe Lennek descobre que o irmão caçula está apaixonado por Rema e decide que vai casar com ela. Sim, Lennek é mau e adora fazer maldades com todos, incluindo seu irmão.

Eu adoro histórias medievais, mesmo sendo clichê, adoro viajar por terras medievais. Esse foi o motivo que baixei o livro, que estava (está) gratuito no Kobo. De inicio a leitura estava fluindo muito bem, estava achando tudo muito interessante. Mas logo depois dos primeiros capítulos tudo ficou maçante, entediante e parecia que a história não andava.

A narração é em terceira pessoa e os capítulos são intercalados entre os pontos de vista da Rema e do Darmik, cada capítulo ficamos sabendo de algo sobre um deles e das pessoas relacionadas a ela. Nos capítulos da Rema, temos a história dela, do Bren, tio Kar e tia Maya. Nos do Darmik, as histórias são sobre ele, príncipe Lennek e o rei Barjon. E isso vai até perto do final do livro quando a história volta a ter ação e ficar um pouco mais interessante.

Já estava cansada de saber que a Rema é uma moça boa, que faz de tudo para proteger seus tios, tem um coração bom, é impetuosa e não pensa nas consequências. O príncipe Lennek e o rei Barjon são tiranos, maus e conduzem o reino a força e sangue.

Darmik, acho que a autora quis passar a ideia de que ele era o príncipe bom, que ajuda as pessoas e é submisso ao pai e o irmão. Mas o que eu entendi foi que ele é uma pessoa covarde, sem atitude, egoísta e finge fazer boa ação. Ele passa o livro todo, reclamando que não aguenta mais matar pessoas inocentes que se rebelam contra o reino porque estão passando fome, enquanto a nobreza se esbanja na comida. Fica pensando porque o pai não melhora a vida dos súditos, pois assim ele não precisaria matar as pessoas boas.

“Darmik wasn’t sure if he could kill a young woman for no other reason than her bloodline. He was sick of killing people just because his father had ordered him to do so.”

Quando já estava quase no final e a ação voltou pensei que estava valendo a pena ler o livro, até que o livro termina e a história não. A autora cortou a ação no meio dela, um dos piores cliffhangers que já li. Não precisava disso, era só escrever mais uma página e resolver a situação e não deixar o leitor com esse final, que para mim foi uma grande falta de respeito. Se eu tivesse pagado pelo livro, ia ficar muito brava!

O que eu acho (minha opinião somente) é que a autora pegou alguns capítulos do segundo livro, acrescentou mais alguns capítulos de enrolação, publicou como o primeiro livro da trilogia e distribuiu gratuitamente para atrair leitores, deixando a história em aberto para que as pessoas pagassem pelo segundo volume. Total falta de consideração com os seus leitores. Eu fiquei tão decepcionada com isso, que perdi a vontade de continuar com a série. E é por isso também que não recomendo o livro para ninguém. Mas se quiserem ler (afinal está de graça), me contem o que acharam. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário