segunda-feira, 9 de maio de 2016

Resenha: O Mistério do Trem Azul

Título Original: The Mystery of the Blue Train
Autor: Agatha Christie
Ano de Publicação: 1928
Editora: HapperCollinsPublishers
Páginas: 383p.
Ano de Edição: 2001
ISBN: 9780007120765
Idioma Original: Inglês
Título em português: O Mistério do Trem Azul




Sinopse:
Quando o luxuoso Trem Azul chega a Nice, na Riviera Francesa, um guarda tenta acordar a serena Ruth Kettering, uma jovem atraente e riquíssima herdeira. Qual não é o seu susto ao perceber que ela está morta, assassinada com um pesado golpe na cabeça que a deixou quase irreconhecível. Além disso, alguém roubou seus preciosos rubis. O primeiro suspeito é Derek, o marido de Ruth. Mas Hercule Poirot não está totalmente convencido, então monta uma completa reconstituição do crime e da viagem, com direito a tudo, inclusive a presença do assassino a bordo.


O livro escolhido para o Projeto Poirot – Agatha Christie foi O Mistério do Trem Azul, também foi o primeiro livro que comecei a ler para o vedatona. Terminei de ler no inicio do mês e acabei demorando em fazer a resenha porque não sabia como resenhar este livro.


Eu amo os livros da Agatha Christie e este foi o primeiro que não me encantou, depois de terminar fiquei pensando nele para ver se via algo que fizesse com que ele entrasse para os ótimos livros da Rainha do Crime, mas não consegui :(.

A premissa para a história é ótima, mas o desenrolar não. Agatha Christie disse que escreveu este livro em um período horrível de sua vida, um divórcio tumultuado de um casamento infeliz e que ela considerava este o pior livro de sua carreira. Até agora, de todos os livros que li dela, eu concordo. O que é bom, assim não terá mais livro “não ótimo” da AC.


A trama gira em torno do assassinato de Ruth Kettering, filha única de um milionário americano, casada com Derek Kettering para a infelicidade do pai que queria que a filha se casasse com um homem de sucesso. Rufus Van Aldin, o pai, não mede esforços para agradar sua filha e adquire alguns rubis super caros para presenteá-la. Contrariando o pedido do pai para guardar os rubis no cofre do banco, ela os leva na viagem de trem para Nice – França, onde vai se encontrar com o amante, um gigolô conhecido como o Comte de la Roche (não sei como ficou a tradução, talvez o Conde da Rocha).

Quando o condutor do trem vai acordar a Mrs. Kettering, a encontra morta e totalmente desfigurada. Poirot, nosso detetive belga aposentado, está a bordo do trem azul, um luxuoso trem francês, com destino a Nice também e é contratado pelo pai da Ruth para investigar quem matou sua filha.

A trama policial é bem típica dos casos policiais que Agatha Christie escreve, o problema que achei com este livro foi como a autora conduziu a narrativa. O crime só aconteceu na página 115 – capítulo 11 (na versão em inglês que eu li). Demorou muito para acontecer o assassinato, diferente dos outros livros dela que o crime acontece logo nas páginas iniciais.

Outro fato que estranhei também foram os suspeitos, geralmente se tem um grande número de suspeitos e todos têm motivos para ter cometido o crime, neste não. Primeiro suspeitam de uma pessoa, imediatamente Poirot diz que ele não é o criminoso (se Poirot disse, é verdade!), depois passam para outra pessoa, novamente o detetive belga diz que esta pessoa é inocente. Os policiais ou as pessoas não suspeitam de mais ninguém e no final Poirot faz sua reconstrução incrível e revela o criminoso. Claro, me pegou de surpresa como a maioria dos livros da autora, mas não achei que tinha pistas suficientes para chegarmos a essa conclusão sozinhos.

Os personagens também não foram bem construídos, talvez Van Aldin (o pai) e o Derek (marido), os outros ficaram muito superficiais e deslocados na história. Katherine Grey parece que foi jogada na história, caiu de paraquedas e não sabia para onde ir. Até agora não entendi o que ela fazia na história.


Enfim, o livro não é ruim, só não é ótimo. Classifico como bom, a leitura é fluida e gostosa; esquecendo que está lendo um livro da Agatha Christie, é um livro agradável. 



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