sexta-feira, 10 de junho de 2016

Resenha: O Príncipe da Névoa

Título Original: El Príncipe de la Niebla
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Ano de Publicação: 1993
Editora: Planeta
Páginas: 230p.
Ano de Edição: 2006
ISBN: 9788408067610
Idioma Original: Espanhol
Título em português: O Príncipe da Névoa



 Sinopse:
Em 1943, a família do jovem Max Carver muda para um vilarejo no litoral. Porém, a nova casa dos Carver está cercada de mistérios. Ela ainda respira o espírito de Jacob, filho dos ex-proprietários, que se afogou. As estranhas circunstâncias de sua morte só começam a se esclarecer com o aparecimento de um personagem do mal - o Príncipe da Névoa, capaz de conceder qualquer desejo de uma pessoa, a um alto preço.




Dando continuidade aos livros deste brilhante escritor espanhol, Carlos Ruiz Zafón e ao Projeto #DLALE. Iniciei a leitura dos últimos três livros que faltavam do autor. O Príncipe da Névoa é o primeiro volume da Trilogia Da Névoa, composta também pelos livros: O Palácio da Meia Noite e Luzes de Setembro.

Ao contrário dos demais livros do autor (Marina, A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu), este não se passa em Barcelona. O ano é de 1943, Maximilian Carver com receios do avanço da guerra leva sua família para uma cidade litorânea, longe dos grandes centros urbanos.

Lá a família precisa se adaptar ao novo povoado, a nova casa, a nova vida e aos segredos que a casa guarda. Com exceção do pai, todos os demais membros não gostaram da ideia da mudança. O protagonista é o filho do meio Max, um menino de 13 anos, curioso, com um ar ainda inocente e inteligente. Além do pai, a mãe e Max, a família tem duas meninas, Irina uma menina de 8 anos, fofa e mimada e Alicia uma jovem de 15 anos, calada e misteriosa. Outros personagens importantes para a trama são o amigo de Max chamado Roland, órfão, criado pelo avô Víctor Kray, o faroleiro.

Logo após a mudança, Max descobre um jardim de estatuas no fundo da casa, o jardim está abandonado, as estatuas principalmente de um palhaço e o símbolo de uma estrela de seis pontas o deixa intrigado. Para contribuir com o ar misterioso da nova casa, eles descobrem que uma tragédia aconteceu há dez anos, Jacob, de 7 anos e filho único dos antigos proprietários morreu afogado no mar em frente a casa. Sonhos com o palhaço do jardim e o navio naufragado que Roland descobriu formam o suspense e mistério desta trama.

A história é sombria, cheia de mistérios aterrorizantes e também de amizade, relacionamentos juvenis com um toque de romance.

Este foi o primeiro livro que o autor escreveu, podemos ver que a escrita ainda está um pouco crua, mas mesmo assim a essência dos livros do Zafón está lá. Na nota do autor no inicio do livro, Zafón diz que há alguns defeitos, mas que preferiu deixa-los como está e não modificar a publicação original. Decisão acertada, já que estes pequenos problemas não atrapalham em nada a leitura. A narrativa é fluida e a trama envolvente.

Como sempre Zafón constrói personagens reais e cativantes. A história é narrada em terceira pessoa, o que me fez sentir falta do olhar direto do protagonista, mas ao mesmo tempo gostei por saber mais dos sentimentos dos outros personagens, como Alicia, Roland e principalmente Víctor Kray.

É um ótimo livro não só para o público juvenil, mas para todos que adoram histórias de aventura e terror com personagens maravilhosos.




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