segunda-feira, 27 de junho de 2016

Resenha: Orgulho e Preconceito

Título Original: Pride and Prejudice
Autor: Jane Austen
Ano de Publicação: 1813
Editora: Dover Thrift Editons
Páginas: 262p.
Ano de Edição: 1995
ISBN: 0486284735
Idioma Original: Inglês
Título em português: Orgulho e Preconceito



 Sinopse:
O romance retrata a relação entre Elizabeth Bennet (Lizzy) e Fitzwilliam Darcy na Inglaterra rural do século XVIII. Lizzy possui outras quatro irmãs, nenhuma delas casadas, o que a Sra. Bennet, mãe de Lizzy, considera um absurdo. Quando o Sr. Bingley, jovem bem sucedido, aluga uma mansão próxima da casa dos Bennet, a Sra. Bennet vê nele um possível marido para uma de suas filhas. Enquanto o Sr. Bingley é visto com bons olhos por todos, enquanto o Sr. Darcy, por seu jeito frio, é mal falado. Lizzy, em particular, desgosta imensamente dele, por ele ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontram. A recíproca não é verdadeira. Mesmo com uma má primeira impressão, Darcy realmente se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato. A partir daí o livro mostra a evolução do relacionamento entre eles e os que os rodeiam, mostrando também, desse modo, a sociedade do final do século XVIII.


Não sei como começar esta resenha. Como falar de um livro escrito há mais de 200 anos e um clássico da literatura inglesa. Mas vamos lá....

Já venho algum tempo querendo ler romances de época e como o tema para Desafio do Calendário deste mês era um romance, acabei tomando coragem para ler Orgulho e Preconceito. Já adiando que não assisti ao filme e sabia somente que os protagonistas não se davam bem e depois se apaixonam (acho que isso não é spoiler, tomara!).

Na história, Lizzy (Elizabeth Bennet) é a segunda filha de cinco irmãs. Ela sabe que é preciso casar e casar bem para garantir um futuro confortável. Já que os pais só tiveram filhas e quando o pai morrer toda a herança vai para o parente homem do lado paterno. Mas ela não quer casar só para garantir o futuro, ela quer casar, mas quer que seja por amor, que ela ame o marido e este a ame também.

Quando o milionário Mr. Bingley compra uma residência na vila em que os Bennets moram, a mãe fica eufórica, é a chance dela de casar umas das filhas com o ricaço, afinal todas elas estão solteiras e sem pretendentes.
It is a thruth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune, must be in want of a wife. 
É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro na posse de uma boa fortuna, deve estar na procura de uma esposa.
>>>tradução minha<<<
Planos de casório elaborado, a mãe parte para o ataque e consegue fazer com que o Mr. Bingley se interessa pela filha mais velha, Jane, uma romântica sonhadora. E esta também se apaixonada pelo rapaz. A partir desse relacionamento, Elizabeth conhece o Mr. Darcy, um homem mais rico que o Mr. Bingley e totalmente preconceituoso em relação às pessoas de nível social inferior ao dele.

Elizabeth, à princípio, se interessa pelo Mr. Darcy, mas depois de ouvir algo desagradável em um baile e com o orgulho ferido passar a detestá-lo (e com razão!). Mas quando Mr. Darcy começa a conviver com Elizabeth, em decorrência da aproximação do melhor amigo com a irmã dela, ele percebe o quanto errou na primeira impressão que fez da moça e a partir daí faz de tudo para reconquistá-la.


Escrito em terceira pessoa e com um total de 61 capítulos, não assustem, os capítulos são curtos e a escrita da Jane é bem fluida. Apesar de que achei os diálogos bem confusos, são muitos personagens e alguns usam o primeiro nome e outros o nome de família ao conversarem, no começo que não estamos tão familiarizados com os personagens isso fica bem confuso. Outra coisa que não me agradou foi a passagem de cenas e acontecimentos não relacionados entre um parágrafo e outro. A história não fica centrada totalmente no relacionamento entre Elizabeth e Mr. Darcy, eu gostei disso, apesar de que queria mais cenas com os dois.

Este é o primeiro livro que leio da autora, gostei do jeito satírico que ela descreve a sociedade em que vive e seus princípios. Achei bem cômico algumas das descrições, principalmente da Mrs. Bennet, mulherzinha mais nonsense.

Os personagens são todos bem elaborados e com um toque bem realista apesar do sarcasmo exagerado de alguns, como Lydia, irmã caçula da Elizabeth, fútil e sem nenhum juízo na cabeça, a mãe que já mencionei acima e é claro a tal da Lady Catherine de Bourgh. Outros são bem carismáticos, o pai das moças, os tios Gardiners e as irmãs Jane e Mary.

No final aconteceu tudo muito rápido demais, fiquei sentindo falta de um detalhamento a mais na relação dos protagonistas. E podem me chamar de alien, eu não me derreti pelo Mr. Darcy (kkkkkk).

Enfim, foi uma boa leitura e gostei de conhecer este clássico inglês e a autora Jane Austen que com certeza foi uma mulher além do seu tempo.


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