quarta-feira, 13 de julho de 2016

Resenha: Café Preto

Título Original: Black Coffee
Autor: Agatha Christie
Ano de Publicação: 1998
Páginas: 188p.
Editora: HarperCollinsPublishers
Ano de Edição: 2008
ISBN: 9780006511373
Idioma Original: inglês
Título em português: Café Preto



Sinopse:
No ano de 1934, o detetive belga Hercule Poirot é convocado por um famoso cientista inglês temeroso de que a fórmula secreta que está desenvolvendo seja roubada. Ao lado de seu fiel escudeiro, o capitão Hastings, Poirot apressa-se em atender ao chamado, mas chega tarde demais - Encontra seu cliente morto, e a fórmula desaparecida. Todos os ocupantes da bela casa de campo do cientista são suspeitos, e só as privilegiadas células cinzentas de Poirot poderão descobrir o verdadeiro culpado.

Agatha Christie é conhecida pelos seus 80 romances policiais e vários contos, mas ela também escreveu 19 peças teatrais. Inclusive sua peça mais famosa The Mousetrap escrita em 1952 até hoje é encenada em Londres no St. Martin's Theatre.

Insatisfeita com as adaptações do seu detetive Hercule Poirot, Agatha Christie resolveu escrever sua própria peça teatral e Black Coffee estreou em 1930 nos palcos londrinos. Alguns meses depois a peça recebeu adaptação cinematográfica, e em 1998 Charles Osbourne faz a adaptação para romance em homenagem aos vinte anos da morte da autora.

Vamos à história! Poirot recebe um telefonema do cientista renomado Sir Claud Amory que diz estar preocupado que alguém de sua própria casa roube uma fórmula para uma arma revolucionária e pede para que Poirot o encontre em sua casa para descobrir quem está querendo roubá-la.

Infelizmente, Poirot chega tarde demais, Mr. Amory está morto e a fórmula foi roubada. Os suspeitos são os membros da família (sua irmã, o filho, a nora e a sobrinha), o secretário que também vivia na casa e um convidado que estava lá para o jantar.

Acompanhado do seu fiel amigo Hastings, Poirot precisa descobrir se Mr. Amory foi assassinado ou morreu por causa do coração, se a morte tem ou não relação com o roubo da fórmula e quem roubou e/ou assassinou Sir Claud, tudo isso em um final de semana.

A história é tão curta que não posso falar muito sem dar spoiler.


Eu gostei da adaptação que foi feita para um texto de romance (o original é escrito com diálogos para três atos), em minha opinião Charles Osbourne fez um bom trabalho. Mas sem dúvida dá para perceber que não foi escrito por Agatha Christie, as escolhas de certas palavras ou construções da frase ficam bem nítidas que outra pessoa escreveu.

E é claro, como era uma peça de teatro, a dinâmica dos acontecimentos é diferente de um romance, tudo parece acontecer rápido demais. Acontece o crime, Poirot entra em ação com suas células cinzentas e desvenda o crime em um ritmo acelerado para quem está acostumado a ler as histórias da AC. Mesmo assim, a qualidade dos crimes da Rainha do Crime está presente e muito bem elaborada.

Enfim, gostei do livro e adorei conhecer esse lado teatral da Agatha Christie.

A leitura do livro faz parte do Projeto Poirot – Agatha Christie.





2 comentários:

  1. Não lembrava/sabia que ela tinha tantas peças, será que se acha para ler o livro em formato de peça original? Deve ser ainda mais legal :D (para quem gosta desse tipo de livro, tipo eu rsrsrs)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. AC era uma máquina de escrever! Não sei se há um compilado das peças, mas seria bem legal se tivesse :)

      Excluir