segunda-feira, 25 de julho de 2016

Resenha: Caixa de Pássaros

Título Original: Bird Box
Autor: Josh Malerman
Ano de Publicação: 2014
Páginas: 272p.
Editora: Intrínseca
Ano de Edição: 2015
ISBN: 9788580576528
Idioma Original: Inglês
Tradução: Carolina Selvatici
Título em português: Caixa de Pássaros


Sinopse:
Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois de o surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora - uma decisão errada e eles morrerão.


Para responder a pergunta O que te dá medo? Todo mundo tem uma resposta, tenho medo de barata, tenho medo de viajar de avião, tenho medo de palhaços, tenho medo de... É sempre algo que a pessoa conhece, já viu várias vezes. E há quem ajuda as pessoas a perderem o medo (psicólogos, psiquiatras, amigos, nossos cérebros...). Mas se aquilo que te desse mais medo não pudesse ser visto, você teria que viver para sempre com medo do desconhecido, sem nunca ter a chance de conhecê-lo e perder o medo. Essa é a premissa de Caixa de Pássaros, romance de estreia do Josh Malerman que é cantor e compositor da banda de rock High Strung.


Tudo começou há quatro anos, quando os relatos de pessoas surtando começaram. No início poucas pessoas levaram a sério o fato de algumas pessoas aparentemente normais cometerem atrocidades, mutilações e assassinatos a sangue frio. Um homem viajando com o amigo, pediu que este parasse o caminhão e o atacou e arrancou os lábios do amigo com as unhas. Uma mãe “estável” enterrou os filhos no jardim depois se matou com os cacos afiados de um prato quebrado. A cada dia notícias como essas iam surgindo na mídia. Ninguém sabia por que estas pessoas cometiam esses crimes, a única coisa que sabiam é que elas tinham visto algo, e este “algo” as fez cometerem essas atrocidades.

Criaturas... Infinito... Nossas mentes têm limites. Malorie... Essas coisas... Estão além deles... Mais profundas do que eles... Fora de alcance... Fora de...

No meio desses acontecimentos conhecemos Malorie, uma jovem que acabara de se mudar junto com a sua irmã para um apartamento novo e descobriu que está grávida. Shannon, a irmã, logo de inicio acreditou nas histórias da televisão e tomou precauções para proteger as duas e ao sobrinho que ainda não tinha nascido.

Os capítulos são narrados em terceira pessoa, centrado na Malorie. No primeiro capítulo sabemos que Malorie está sozinha na casa com duas crianças de quatro anos, as crianças não têm nomes, Malorie as chamam de Garoto e Menina. Eles planejam descer o rio em uma canoa para procurar ajuda. Nos demais capítulos, ficamos sabendo que Malorie procurou abrigo em uma casa onde moravam outras cinco pessoas e um cachorro, Tom, Jules, Cheryl, Don, Felix e Victor, um border collie do Jules. Algumas semanas depois Olympia, que também está grávida, se junta a eles e meses depois Gary, um homem misterioso e esquisito, se torna o oitavo morador da casa. Todas as janelas da casa estão cobertas com um pano preto, eles nunca olham para a rua e quando precisam sair para buscar água no poço ou alimentos usam uma venda nos olhos.


Ninguém sabe o que são essas criaturas, afinal não tem como estudá-las ou observá-las. Caixa de Pássaros é um thriller psicológico que explora o medo do desconhecido, não podemos ver, mas sabemos que está lá fora. A narrativa é claustrofóbica e aterrorizante, não é um livro de terror sangrento, corpos estilhaçados e o “mau” perseguindo os “bons”. Ele também não traz explicações sobre o que está ocorrendo, o tempo todo, os leitores ficam no escuro exatamente como os personagens. É isso que faz o livro ser maravilhoso, ninguém sabe o que está lá e o que acontece se eles olharem.

Talvez elas não queiram nos machucar. Talvez fiquem surpresas com o efeito que têm sobre nós. É uma intercessão. Malorie. Do mundo delas com o nosso. Só um acidente. Talvez elas não gostem nem um pouco de nos machucar.

Eu amo terror e thriller psicológico e este livro cumpriu todos os requisitos para me prender na leitura e me fazer sentir sufocada por não saber o que está acontecendo. Não sei se consegui expressar como eu gostei do livro. Melhor, leia! Claro, se você não tiver medo do desconhecido!

Este livro foi lido para o Desafio Alfabeto Literário deste mês, autor com inicial J #desafioalfabetoliterário.


Um comentário:

  1. Oi, Lisandra.
    Quando li esse livro eu praticamente pirei,rs.
    Li (como sempre) a noite e meu cérebro passou a noite pensando no que era, porque, como, kkkkkkk
    Eu também acho esse livro excelente, mexe com o medo sem ser terror.
    Obrigada por participar do #desafioalfabetoliterario
    bjs

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