sexta-feira, 8 de julho de 2016

Resenha: A Garota do Trem

Título Original: The Girl on the Train
Autor: Paula Hawkins
Ano de Publicação: 2015
Páginas: 375
Editora: Record
Ano de Edição: 2016
ISBN: 9788501104656
Idioma Original: Inglês
Tradução: Simone Campos
Título em português: A Garota no Trem


Sinopse:
Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.


Pensei em começar esta resenha de várias formas, mas a única que achei foi dizendo Que livro é este!!!! Ler livros de gêneros que não gostamos tanto assim, sair da zona de conforto é bom, nos faz conhecer outros autores, outras histórias e amplia nosso conhecimento, mas ler um livro do seu gênero preferido é maravilhoso. Adoro thriller policial e psicológico!

Li A Garota do Trem super rápido, simplesmente porque não conseguia parar ler. A cada página uma reviravolta e mais informações agregadas que te fazem querer saber mais da história.

Falando em história, vamos a ela.

“Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina.”

Rachel é uma mulher de trinta e poucos anos, divorciada, desempregada, com uma imaginação fértil, alcoólatra e principalmente stalker. Podemos acrescentar também psicótica, obcecada e desequilibrada. E que quando bebe, tem uns apagões, ou seja, não se lembra de nada do que aconteceu. Uma combinação nada boa!

Ela pega o trem todos os dias às 8h04 em direção a Londres, onde passa o dia a toa e bebendo álcool. E volta para o apartamento em Ashbury, onde vive de favor, no trem das 17h56.  Sua vida se resume em mentir para a amiga dizendo que trabalha em Londres, beber, perseguir o ex-marido e a nova família e imaginar uma vida para duas pessoas que vigia da janela do trem.

Sim, é uma pessoa que dá medo!

Em uma dessas viagens para Londres, o trem sempre para perto da casa onde ela vivia com o marido e Rachel começa a observa um casal que mora no número 15. Ela vê o jovem casal de apaixonados e imagina uma vida perfeita para duas pessoas perfeitas, até dá nomes a eles, Jason e Jesse.

"Perdi o controle sobre tudo, até sobre os lugares dentro da minha cabeça."

Até o dia em que ela vê uma cena chocante, abalada ela não sabe como lidar com isso e para piorar tudo ela descobre que Jess, que na verdade se chama Megan, está desaparecida. Rachel não sabe o que fazer, ir falar com o marido da Megan, que se chama Scott, ir à polícia e contar o que viu, não fazer nada ou beber e perseguir Tom, o ex-marido. Bem, ela bebe e persegue Tom, mas também vai a polícia contar o que viu da janela do trem.

E a partir daí, a história ganha vida e te prende até o desfecho. A história é narrada em primeira pessoa e temos três narradoras. Rachel, a protagonista, Megan, a mulher observada e desaparecida e Anna, a atual esposa de Tom. À princípio, a vida dessas três mulheres não tem ligação nenhuma, mas ao longo da história, uma vai se interligando com a outra.

Os capítulos são curtos, em cada um há o nome da narradora e a data que está sendo narrado. Eles também são divididos em períodos: manhã, tarde, noite e madrugada e podem narrar o passado ou o presente. É importante prestar atenção nisso, os pequenos detalhes estão nestes períodos e tempos.

Os personagens são maravilhosos, bem construídos, não no sentido que são perfeitos. Longe disso, não há nenhum personagem estritamente bom e perfeito, todos apresentam defeitos e tentam fazer o que acham que é o certo, eles são reais e humanos. Eles te deixam com raiva pelas atitudes que tomam, mas aí você entende o que os leva a fazer isso, ainda sim você pode não aceitar e querer dar uns chacoalhões para eles acordarem.


A história é dinâmica, nem um pouco cansativa, e cheia de reviravoltas. Criei várias hipóteses para o que estava acontecendo, até um pouco mais da metade, já tinha resolvido o crime e identificado o criminoso diversas vezes.

Paula Hawkins me surpreendeu positivamente, é um ótimo thriller psicológico. Mas achei a atitude de um dos personagens no final fora da realidade, não condizente com o caráter que foi apresentado ao longo da história.

Fiquei intrigada com o papel da polícia no desenrolar do crime, eles não sabem nada e parecem incapazes de conduzir a investigação do que aconteceu. Fãs de CSI terão um ataque cardíaco pela falta de conduta e de interesse deles em resolver o crime. A Garota do Trem é um thriller policial sem polícia!

Enfim, eu adorei o livro e recomendo para todos que amam suspenses.


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