sexta-feira, 29 de julho de 2016

Resenha: A volta ao mundo em 80 dias

Título Original: Le Tour du Monde en Quatre-vingt Jours
Autor: Jules Verne
Ano de Publicação: 1873
Páginas: 176p.
Editora: Martin Claret
Ano de Edição: 2006
ISBN: 9788572322881
Idioma Original: Francês
Tradução: Pietro Nassetti
Título em português: A volta ao mundo em 80 dias


Sinopse:
Phileas Fogg decide dar a volta ao mundo em oitenta dias, no ano de 1872, pelo suposto motivo de uma aposta selada com alta quantia de dinheiro. Ao colocar o pé no mundo, Fogg encara diversas aventuras típicas da imaginação sinistra de Verne. Oceanos, navios a vapor, estradas de trens, selvas e até viagem sobre elefantes compõe essa jornada.


Quem gosta de viajar? Quem gostaria de fazer uma volta ao mundo? Não sei as respostas de vocês para estas perguntas, a minha é SIM para as duas. Quando vi o tema da Maratona Literária de Férias de ler um livro que se passe em um lugar que sempre quis visitar, lembrei imediatamente deste livro. Eu sempre quis fazer uma volta ao mundo (RTW – Round The World), antes mesmo de saber que existia nome para a aventura que sonhava.

Como o tema para o desafio do mês de julho para o I Dare You #IDAREYOUDL era ler um clássico e A volta ao mundo em 80 dias é um clássico do escritor francês Jules Verne, ele foi o escolhido. 

Verne também escreveu outros livros bastante conhecidos: Viagem ao Centro da Terra e Vinte Mil Léguas Submarinas, além disso, ele é considerado o pioneiro do gênero de ficção cientifica tendo feito “previsões” científicas como a construção de submarinos, aviões e a viagem à lua.

Neste livro o excêntrico inglês Phileas Fogg realiza a volta ao mundo, tendo como ponto de partida Londres, seguindo para leste até cruzar o atlântico e voltar a Londres. Vamos começar do inicio, né?


Phileas Fogg é um homem de seus quarenta anos, solteiro, ricaço, metódico e pontual (extremamente pontual). Passa seus dias no Clube Reformador jogando uíste (jogo de cartas), ele não trabalha e ninguém sabe a origem da sua fortuna. Até que Fogg conversando com seus companheiros de uíste afirma ser viável uma viagem de volta ao mundo em apenas oitenta dias, claro que seus amigos não acreditam e Fogg, um apostador nato, resolve apostar que ele próprio seria capaz de dar a volta e em 80 dias estaria de volta naquele mesmo Clube Reformador. A aposta nada mais é que 20 mil libras esterlinas. Ah, esqueci-me de mencionar o ano é de 1872, não existe super jato ou mesmo avião. A viagem será de trem, navio ou qualquer outro meio de transporte existente.

Roteiro da viagem:

http://rangersombra.blogspot.com.br/2014/04/a-volta-ao-mundo-em-80-dias.html
Paralelo a isto temos um roubo de 55 mil libras do Banco da Inglaterra que haviam sido furtadas do banco alguns dias atrás e ninguém sabe quem foi o responsável pelo roubo.  Isso será importante para o decorrer da história.

Assim, Fogg e seu criado, Passepartout (que havia sido contratado naquela mesma manhã) partem na mesma noite em um trem com destino a Dover (cidade portuária da costa britânica), levando somente uma bolsa de viagem com 20 mil libras e algumas roupas. Adendo: Passepartout recebe diferentes nomes de acordo com a edição em português, na minha ele recebeu o nome de Fura-Vidas.

A viagem tem um cronograma rígido e pontual, qualquer perrengue pode fazer com que Fogg perca o próximo trem ou navio e ele não chegará em 80 dias em Londres. Mas é claro que imprevistos acontecem e são eles que fazem desse clássico um livro maravilhoso. São tantas aventuras que o ritmo de leitura se mantém o mesmo e temos a impressão de estar viajando junto com Fogg e Passepartout no final do século XIX.

Um dos contratempos de Fogg é a presença do detetive Fix que o segue a viagem toda com uma única missão: prendê-lo pelo roubo. Fogg é um cavalheiro ou um ladrão de banco? É essa incerteza que traz um pouco de drama para a história, esta dramaticidade complementa a parte aventureira do enredo.

Passepartout traz a comédia para o livro, dei muitas risadas com o jeito e as trapalhadas dele. Fogg e Passepartout são os opostos que se complementam. No começo não gostei muito do Fogg, mas no decorrer da história me tornei uma aliada na jornada e torcia para que ele se desse bem e conseguisse cumprir o prazo.

Ilustrações de Léon Bennett & Alphonse de Neuville                
A única coisa que não gostei foi o fato do Fogg não ter interesse nos locais por onde passava, ele não saia do trem ou navio e quando saia era para resolver algum problema. Ele não tinha interesse nenhum de conhecer a cultura dos países e dizia que isso não era importante. Pelo menos Passepartout trouxe o lado turista, ele sim gostava de conhecer e visitar cada lugar em que paravam e muitas vezes se metendo em encrencas!

O livro é maravilhoso e recomendo, não só pelo fato dele ser um clássico, mas a história te cativa e você fica perplexa com a criatividade de Verne por ter escrito esta obra em uma época de transportes escassos e pouca informação da cultura e dos povos dos mais diferentes e remotos lugares.


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