quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Resenha: O Palácio da Meia-Noite

Título Original: El Palacio de la Medianoche
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Ano de Publicação: 1994
Páginas: 352p.
Editora: Planeta
Ano de Edição: 2007
ISBN: 9788408072799
Idioma Original: espanhol
Título em português: O Palácio da Meia-Noite



Sinopse:

Ben e Sheere são irmãos gêmeos cujos caminhos se separaram logo após o nascimento: ele passou a infância num orfanato, enquanto ela seguiu uma vida errante junto à avó, Aryami Bosé. Os dois se reencontram quando estão prestes a completar 16 anos. Junto com o grupo Chowbar Society, formado por Ben e outros seis órfãos e que se reúnem no Palácio da Meia-Noite, Ben e Sheere embarcam numa arriscada investigação para solucionar o mistério de sua trágica história.


Dando continuidade a leitura dos livros do Zafón, comecei a ler mês passado o segundo livro da Trilogia Da Névoa, o primeiro já fiz resenha aqui no blog, O Príncipe da Névoa. Apesar de fazerem parte de uma trilogia, um livro é independente do outro, ou seja, pode-se ler qualquer um dos três em qualquer ordem.  O Palácio da Meia-Noite é o segundo livro escrito pelo autor e junto com Marina é voltado para o público juvenil.

Estamos em 1932, Calcutá, Índia. Mas a história começa um pouco antes, em 1916 quando um homem está correndo pelas ruas de Calcutá com duas crianças nos braços, ele está sendo perseguido por alguém e não tem muito tempo para chegar à casa da avó delas. Chegando lá, a avó, também sem tempo para pensar no que fazer para salvá-las, resolve deixar o menino na porta de um orfanato e foge com a menina.

Dezesseis anos depois, Ben foi criado no orfanato e está prestes a deixar o orfanato e ser devolvido à sociedade, ele e os amigos, integrantes da Chowbar Society estão em fase de despedidas, pois cada um seguirá um caminho diferente a partir de agora. Na noite da festa de despedida, eles recebem uma visita de uma senhora que está acompanhada de uma jovem de 16 anos, logo os garotos fazem amizade com a jovem, que se chama Sheere. Ben e Sheere se tornam amigos, sem saber de início que são irmãos, ou melhor, gêmeos.

Após a avó contar a verdade (ou parte dela) aos garotos, os dois irmãos e os amigos do Ben resolvem descobrir o segredo de seu passado sombrio, o que levou a avó separá-los, quem era o homem que os perseguiu ainda bebês e o que aconteceu com o pai deles.

A história é narrada em terceira pessoa e em primeira pessoa pelo Ian que resolve contar o que se passou com seu amigo Ben quando eles eram jovens e viviam no orfanato em Calcutá.

Enredo típico das histórias do Zafón, jovens que se deparam com algo sombrio e misterioso e resolvem investigar os acontecimentos sobrenaturais. Mas infelizmente o desenrolar desta história está longe da maestria do autor. A leitura é arrastada, monótona e até confusa.

Os personagens são muitos e são poucas páginas para caracterizá-los, eu sempre confundia os amigos do Ben, com exceção da Isobel que era a única menina e Ian que narra parte da história, os outros garotos não tinha ideia de quem era quem. Sem falar, que pela primeira vez não gostei do personagem principal. Achei o Ben preponente e irritante, o único que tive uma simpatia foi pelo Ian.

O laço de amizade entre os jovens que está sempre presente nas histórias do Zafón, também deixou a desejar. O Ben ameaça bater nos amigos se eles contarem o segredo dele para a irmã. Amigos não precisam fazer ameaças, é só pedir que com certeza os amigos manteriam segredo em nome da amizade.

O enredo no início me pareceu ser ótimo e mais complexo que o primeiro livro da trilogia, mas no fim o achei bem inferior a O Príncipe da Névoa. Nem o final se salva, foi apressado e resolvido magicamente. Por falar em final, fiquei com a impressão que o Ben podia ter resolvido tudo (do jeito que ele revolveu) bem antes e assim evitar tantas tragédias e só não fez porque não queria que a irmã descobrisse a verdade.

Como deu para perceber, essa não foi uma leitura agradável e pela primeira vez um livro do Zafón me desapontou. O livro não é ruim, mas esperava mais do autor. É triste quando um autor que você gosta tanto te decepciona, mas ninguém é perfeito, não é mesmo!? Vamos continuar e ler As Luzes de Setembro, o último livro do autor que falta eu ler.

Esta foi minha leitura para o desafio livros de autores de língua espanhola do mês de julho #DLALE.

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